A morte. Desde criança eu, particularmente, interpreto-a como uma espécie de sono eterno. Quando eu durmo é como se eu não existisse. Eu não penso, nem me movo. Eu não faço nada. Minha mente fica desligada. A não ser quando eu sonho, claro, mas basicamente acho que é assim morrer. Dormir para sempre, sem ser religado de novo e de novo após o amanhecer. Dormir eternamente e sem sonhos.
Não consigo acreditar nessa ideia de céu, paraíso e inferno. Não sei, simplesmente não me imagino andando em cima de nuvens, vestindo uma túnica branca e conversando com Einstein ou Elvis Presley. Apesar que, tenho que admitir que isso seria interessante. O caso é que sou ateu, mas gostaria de não ser. Gostaria ter a capacidade de ter fé. De acreditar. Mesmo eu tendo quase certeza que nada dessas crenças seja real, deve ser bom poder depositar as esperanças em algo.
Quando penso na morte eu penso num grande vazio. Não na morte em si, mas depois dela. O que tem lá? Acho que nada. Mas mesmo assim queria poder achar que há alguma coisa, ao invés de torturar-me com a ideia de passar a eternidade com aquela sensação de inexistência que eu sinto toda a noite. Chega a ser horrível só de pensar. Os fiéis talvez não consigam imaginar tal coisa e acho que os invejo.
É quase que impossível decidir o que é melhor: passar a vida depositando esperanças num ser que julgo e que pode ser imaginário, ou não ter onde depositar as mesmas e ficar meio que sem pra onde ir.
Constantemente me perguntam no que eu acredito e normalmente eu desvio o assunto. Só não acho muito educado falar que acredito no apodrecimento do corpo e na futura inexistência da alma.
Não digo que gostaria de ser fiel fanático. Nada em excesso é bom. Só queria conseguir acreditar que existe um Deus bom lá em cima olhando para esse mundo de merda. Mas a ideia de que algo tão grande e bom controla todo esse universo maldoso, egoísta e mesquinho parece tão... Irreal. Não sei. Só estou dizendo que deve ser bom ter um mísero poço onde depositar minhas moedas de esperança pós-morte.
Não consigo acreditar nessa ideia de céu, paraíso e inferno. Não sei, simplesmente não me imagino andando em cima de nuvens, vestindo uma túnica branca e conversando com Einstein ou Elvis Presley. Apesar que, tenho que admitir que isso seria interessante. O caso é que sou ateu, mas gostaria de não ser. Gostaria ter a capacidade de ter fé. De acreditar. Mesmo eu tendo quase certeza que nada dessas crenças seja real, deve ser bom poder depositar as esperanças em algo.
Quando penso na morte eu penso num grande vazio. Não na morte em si, mas depois dela. O que tem lá? Acho que nada. Mas mesmo assim queria poder achar que há alguma coisa, ao invés de torturar-me com a ideia de passar a eternidade com aquela sensação de inexistência que eu sinto toda a noite. Chega a ser horrível só de pensar. Os fiéis talvez não consigam imaginar tal coisa e acho que os invejo.
É quase que impossível decidir o que é melhor: passar a vida depositando esperanças num ser que julgo e que pode ser imaginário, ou não ter onde depositar as mesmas e ficar meio que sem pra onde ir.
Constantemente me perguntam no que eu acredito e normalmente eu desvio o assunto. Só não acho muito educado falar que acredito no apodrecimento do corpo e na futura inexistência da alma.
Não digo que gostaria de ser fiel fanático. Nada em excesso é bom. Só queria conseguir acreditar que existe um Deus bom lá em cima olhando para esse mundo de merda. Mas a ideia de que algo tão grande e bom controla todo esse universo maldoso, egoísta e mesquinho parece tão... Irreal. Não sei. Só estou dizendo que deve ser bom ter um mísero poço onde depositar minhas moedas de esperança pós-morte.

Meio confuso, mas dotado de opinião e bons argumentos...
ResponderExcluirO texto não tem nada de confuso, ao contrário, é muito claro, mas profundo, bem escrito e principalmente consciente.
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